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Cotidiano

Publicada em 03/09/17 as 23:30h - 9 visualizações
Novo Enem exige mudança de estratégia e adaptação
Após se prepararem pelo modelo vigente até 2016, estudantes, professores e escolas tiveram que se adaptar às novas regras do Exame Nacional do Ensino Médio

Folha PE


 (Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco)

Está chegando a hora. A praticamente dois meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), programado para os dias 5 e 12 de novembro, estudantes, professores e instituições educacionais devem ficar atentos para as novas regras do concurso, que passam a valer a partir da edição deste ano.


Entre as novidades, as que mais geraram expectativa foram a realização do evento em dois domingos consecutivos - e não mais em um sábado e um domingo seguidos - e a mudança na configuração das provas: agora, linguagens, códigos e suas tecnologias passam a dividir o primeiro dia com a redação e a área de ciências humanas e suas tecnologias; no segundo dia é a vez de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. Até o ano passado, ciências humanas eram aplicadas com ciência da natureza e linguagens e códigos com matemática e a redação.


Outras implementações ocorrem visando facilitar a vida dos alunos, como a disponibilização da prova com o nome do concorrente, de videoprova em libras (a língua brasileira de sinais) e de solicitação de tempo adicional. O Enem também não servirá mais como certificação de conclusão do ensino médio. As alterações podem parecer simples, mas exigem uma estratégia diferenciada, sobretudo dos alunos.


Para Ana Cristina Santos, coordenadora pedagógica do ensino médio do Colégio Marista São Luís, as mudanças implementadas ocorreram dentro do que era esperado pelos profissionais das instituições de ensino. "Participamos da consulta pública que o MEC (Ministério da Educação) e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) promoveram justamente para ouvir a população sobre o Enem, no início deste ano", lembra.


"A única coisa que não tivemos autonomia para dizer foi se a junção das áreas daquele jeito era melhor ou se preferiríamos um outro modelo. Mas as modificações vieram se somar àquilo que acreditávamos que deveria acontecer."


De acordo com o professor de física Rodrigo Carneiro da Cunha, essas duas principais mudanças foram para melhor. "Um depoimento que escuto de praticamente todos os alunos, que já vinham treinando no modelo do ano passado, e que agora estão treinando nesse modelo, é que o tempo está bem melhor", explica.


"Em 2016 era muito pior, faltava muito mais tempo, eles tinham que chutar a maioria das questões. Este ano me surpreendeu. Eles se queixam, mas bem menos do que em anos anteriores."


O estudante Lucas Nunes Viana da Costa, 16 anos, que pretende cursar medicina, conta que, ao mudar a ordem da estratégia, muda também toda a técnica de prova. Aluno do terceiro ano do ensino médio, Lucas explica que desde o primeiro ano vem treinando visando o Enem. "A gente chegou agora pensando que ia ser de um jeito e mudou. Mas acabou que deu para se adaptar", afirma.


"O tempo, para mim, foi a maior readaptação", diz Marília Soares Santana, 17, que também mira o curso de medicina. "Tem que se acostumar, porque o tempo para fazer uma prova de linguagens e códigos com a de matemática, e com a redação, você divide de forma diferente de fazer uma página de matemática com ciências da natureza. Da mesma forma quando vai fazer linguagens e códigos com ciências humanas."


Mesmo com todo o trabalho de readaptação, a estudante aprova o novo formato. "No início, eu criticava, porque achei que ia ser muito texto num dia e muito cálculo no outro. Só que o colégio já deu oportunidade de fazer Enem (simulado) nesse estilo e eu percebi que é bom. Foi uma mudança boa. Não me senti prejudicada."





Ana Cristina explica que no Colégio São Luís ocorre o Simulado Provincial Marista Enem, que simula a realidade do exame. "São provas preparadas considerando o modelo do Enem, tipos de questões, aplicação da TRI (Teoria de Resposta ao Item) para balizar as questões e os itens, compor as provas com itens fáceis, medianos e de uma complexidade maior", detalha.


"Para os alunos do terceiro ano ocorreu em maio. Esse simulado já se adequou a esse novo modelo de dois domingos e também a essa nova organização em termos de áreas. E, ao longo do ano, internamente, a gente também organiza outros simulados para os alunos do terceiro ano. Aos pouquinhos, está tudo caminhando", comemora.


Fonte: Folha PE




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